Atletas da UnB brilham na Liga Desportiva Universitária

O sol de Vitória, capital do Espírito Santo, destacou o brilho dos atletas da Universidade de Brasília, que conquistaram sete troféus na Liga Desportiva Universitária (LDU/CBDU) no começo do mês de junho.

A UnB saiu vitoriosa no tênis masculino e no feminino, conquistando as primeiras posições gerais. Além disso, vieram três vice-campeonatos – dois deles no tênis (feminino e masculino) e outro no handebol masculino. O pódio ficou completo com o terceiro lugar do basquete e do vôlei femininos.

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A competição na capital do Espírito Santo reuniu alguns dos melhores atletas universitários da conferência central de jogos de quadra, integrada por representantes locais, do Distrito Federal e dos estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Além das modalidades em que se destacou, a UnB teve representantes no basquete masculino e no handebol feminino.

Equipe feminina de basquete ficou com o terceiro lugar na competição universitária. Foto: Pedro Ivo Barbosa/DEA

 

ESTREIA DE LUXO – “É muito bom conquistar um troféu já na primeira competição pela UnB”, diz o tenista e calouro de Direito Guilherme Aranha. Ele venceu os cinco jogos que disputou e está classificado para a edição nacional da LDU, que vai ocorrer no segundo semestre, em São Paulo. “Espero treinar bastante e lutar para vencer mais uma vez.”

RETOMADA – “A UnB tem muita tradição no esporte. E, de certa forma, o handebol masculino andava devendo. O grupo ficou muito feliz em poder contribuir com esse troféu”, afirma o estudante de Letras João Marcelo Mello, um dos destaques do time, que deixou escapar por pouco o primeiro lugar após derrota contra os cariocas do Universo por 26 a 24.

Com oito anos dedicados à modalidade, João Marcelo diz que o próximo objetivo é vencer a seletiva local e conquistar uma vaga nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), agendados para outubro, em Goiânia. “Vamos seguir treinando firme para isso”, garante.

SUPERAÇÃO – “É incrível representar a UnB. Mesmo com todas as dificuldades, conseguimos obter bons resultados”, comemora a ponteira de vôlei e futura engenheira ambiental Ana Teresa Barros. “É bonito ver a união e a determinação do time”, completa. Ela elogia o técnico João Guimarães e considera que o time pode ir mais longe com mais apoio e estrutura.

Segundo a estudante, as barreiras enfrentadas no dia a dia pelo time incluem a necessidade de pagar do próprio bolso o treinador e o material esportivo, além da falta de manutenção das quadras do Centro Olímpico.

Isaac Ligabue, estudante de Arquitetura e Urbanismo, e Guilherme Aranha, do Direito (os dois primeiros da esquerda para a direita), subiram juntos ao pódio no tênis. Foto: Pedro Ivo Barbosa/DEA


AVALIAÇÃO – O responsável pela área esportiva da Diretoria de Esporte, Arte e Cultura (DEA/DAC), Alexandre Rezende, reconhece a necessidade de investimento em infraestrutura e afirma que a Universidade passou a tratar o esporte como prioridade.

“Os treinadores atuais devem participar do edital para supervisor técnico, pois vão passar a atuar como multiplicadores, ensinando estudantes como planejar e executar um bom treinamento. Essa é uma das ações do Programa Multidisciplinar do Esporte Universitário que estamos implementando”, diz ele, que é professor da Faculdade de Educação Física.

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“Tivemos ótimos resultados em Vitória. Isso nos deixa ainda mais esperançosos para as próximas competições, incluindo os JUBs”, avalia o chefe da delegação da Universidade na LDU, Carlos Alberto Diniz – o Carlão. “Demos todo o apoio possível institucionalmente e ficamos satisfeitos com o comprometimento dos nossos atletas e técnicos”, diz ele, que coordena o esporte na DEA.

Para o técnico desportivo Pedro Ivo Barbosa dos Santos, o desempenho da UnB “foi acima do esperado”. O servidor da FUB acompanhou a delegação na viagem rodoviária de mais de 2.500 km (ida e volta) e esteve presente em todos os locais de disputa.

“Enfrentamos adversários fortes e, em alguns casos, encontramos condições diferentes das que temos em Brasília. Os resultados mostram que temos atletas bem preparados”, avalia. Entre as situações distintas mencionadas pelo treinador estava o piso da quadra de tênis feito em har-tru, espécie de saibro sintético pouco utilizado na capital federal.

Texto: Hugo Costa