Conheça as oportunidades de esporte na UnB

Equipe feminina de handebol representou a UnB nos Jogos Universitários Brasileiros de 2016. Foto: Luís Gustavo Prado/Secom UnB

A reputação de excelência acadêmica na UnB ecoa no universo esportivo. Os resultados em competições oficiais, como o pódio no Troféu Eficiência 2016, e o volume de buscas por atividades de prática desportiva e de lazer nos campi corroboram essa afirmação. Mesmo com limitações estruturais, a instituição é palco diário da prática de modalidades que contribuem para melhorar a convivência universitária.

“Temos um grande potencial a ser explorado. E isso requer o envolvimento de todos os segmentos de nossa comunidade”, afirma Alexandre Rezende, professor da Faculdade de Educação Física (FEF) e responsável pela ala esportiva da Diretoria de Esporte, Arte e Cultura (DEA/DAC). Ele avalia que o esporte deve ser tema multidisciplinar diretamente relacionado a ensino, pesquisa e extensão. “Temos atividades de caráter acadêmico e outras com o foco no fortalecimento das relações comunitárias”, diz.

INTEGRAÇÃO – O impacto do esporte na vivência universitária é destacado pela reitora Márcia Abrahão, ex-atleta de vôlei da UnB. “O estímulo à prática esportiva é uma das nossas prioridades“, garante. “Temos, pela primeira vez, um professor da Faculdade de Educação Física como decano de Assuntos Comunitários, justamente porque queremos trazer esse olhar para a gestão”, diz ela sobre a trajetória do decano André Reis.

“O esporte na UnB é, sobretudo, um elemento de saúde e qualidade de vida, que promove o senso de pertencimento“, diz o decano, ex-aluno da Universidade e docente de seu quadro há 12 anos. “Precisamos garantir que a prática esportiva seja cada vez mais prazerosa, inclusiva e adequada às necessidades de nossa comunidade”, afirma.

A estudante de Engenharia Ambiental Camilla Castro concorda. “Estou na UnB há bastante tempo e um dos meus maiores prazeres é jogar no time de handebol da Universidade”, diz ela, que representou a instituição em três edições dos Jogos Universitários Brasileiros.

“Foi ótimo para minha adaptação”, destaca a aluna especial da Engenharia Civil e também atleta do handebol Poliana Barros. Egressa da Universidade Federal de Alagoas, ela não sentiu o impacto na mudança de instituição e diz que foi recebida com afeto pelas companheiras de time.

ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – A disciplina Prática Desportiva, conhecida simplesmente como PD, é a porta de entrada que envolve a dimensão do ensino. Ofertada pela FEF a todos os cursos, a matéria de graduação oferece 525 vagas este semestre e costuma ter listas de espera com mais de mil estudantes. “Um dos nossos objetivos é que a pessoa continue praticando uma atividade física após cursar a disciplina. O importante é mexer o corpo”, diz o professor José Gustavo Alvarenga, responsável pela PD. Ele ressalta que a disciplina tem o foco no exercício e no bem-estar, não no esporte de rendimento. Entre as modalidades ofertadas na PD estão futsal, handebol, musculação e voleibol.

>> Confira a oferta de PD na UnB

Ainda na Educação Física, iniciativas voltadas para promover esporte e saúde são braços de atividades de extensão e pesquisa. É o caso de Programas de Extensão de Ação Contínua (PEACs) como Oficinas Esportivas, que propõem estimular a prática esportiva por crianças no Distrito Federal. A unidade acadêmica também é responsável por ofertas como as do Clube de Yoga Mover Juntos, destinado a exercícios para contribuir com a qualidade de vida da comunidade, e do Projeto Viva Bem UnB, que abrange dança de salão, ginástica localizada e musculação.


>>Confira o catálogo de PEACs da Universidade

AGREMIAÇÕES E ALTO RENDIMENTO – Cabe à DEA/DAC a mediação com clubes e agremiações internas destinadas à difusão do esporte universitário. Ainda neste semestre, passa a ser atribuição de uma diretoria específica de esporte e lazer. Outra missão desta nova unidade administrativa será registrar e cooperar com a Associação Atlética Acadêmica da Universidade de Brasília (AAAUnB), sem representação desde 2012.

A nova diretoria, que será liderada pelo professor Alexandre Rezende, planeja organizar pelo menos 15 eventos em 2017. Entre eles, há previsão para torneios de futsal, tênis e voleibol para servidores, além de corridas e da edição anual dos Jogos Internos da UnB (JIUnBs). “Vamos estabelecer coletivamente um calendário para a promoção do esporte. A instituição vai dar suporte para alguns eventos, mas o protagonismo tem de ser dos clubes e da atlética”, afirma o docente.

Ilustração: João Paulo Alencar DEA/DAC

A DEA também acompanha e apoia a participação de atletas em competições universitárias e gerencia a concessão do Programa Bolsa Atleta da UnB. No ano passado, a UnB participou em modalidades individuais e coletivas nos principais eventos organizados pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU).

ESTRUTURA – Para garantir condições adequadas de lazer e treinamento, há consenso entre atletas e dirigentes de que é necessário revitalizar os equipamentos esportivos da UnB. O Centro Olímpico, principal complexo esportivo da instituição, e a quadra José Maurício Honório Filho, ao lado da Praça Chico Mendes, são duas das áreas que demandam reparos. Além disso, é preciso ampliar os espaços para a prática esportiva nos novos campi.

“Sabemos das necessidades de melhoria da infraestrutura do Centro Olímpico e estamos avaliando tecnicamente quais reformas devem ser priorizadas. Tudo será discutido nos órgãos colegiados”, afirma a reitora Márcia Abrahão.

A gestora e o professor Alexandre Rezende também apostam em parcerias com clubes e o governo local. “Já estamos em contato com os responsáveis por instalações próximas aos campi para viabilizar parcerias que sejam positivas para os atletas e para as instituições”, avalia Rezende.

Outro problema histórico que a administração vai buscar solucionar é o da contratação de técnicos. “Não é possível termos técnicos do quadro para todas as modalidades praticadas na UnB. A proposta que vamos apresentar em breve é a da criação de programa de extensão multidisciplinar que ofereça a possibilidade de formação de recursos humanos e de produção de conhecimento aplicados ao esporte”, diz Rezende. A ideia é submeter o projeto às câmaras de assuntos comunitários e de extensão assim que a nova diretoria de esporte e lazer for estabelecida.