Revigorados, jogos internos mobilizam a Universidade

Retomada de competição universitária evidencia vocação esportiva da UnB

Texto: Hugo Costa
Foto: Arthur Romão / Hugo Costa / Vilma Maria Batista Nogueira 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Três longos anos depois, a energia da maior competição da Universidade voltou a tomar conta do Campus Darcy Ribeiro. A edição 2016 dos Jogos Internos da UnB (JIUnBs), encerrada nesta terça-feira (13) com a entrega de medalhas e troféus, reuniu mais de mil atletas em 16 modalidades disputadas em nove locais de prova. Os números mostram o interesse da comunidade pelo esporte, e as imagens registradas nos 50 dias de disputa deixam claro seu poder de integração.

“Gostei muito de participar. Foi ótimo ter a possibilidade de descobrir e praticar um novo esporte”, diz a estudante de Fisioterapia Mariana Macedo, ouro em sua estreia no rugby misto pela acadêmica Alucinada. Para o aluno de Engenharia Civil Victor Fernandes, o “mais interessante foi a interação entre a galera do curso”. Ele, que faz parte da atlética Tijolada, conta que os estudantes ficaram mais próximos durante a competição. “Tinha muita gente que nem sabíamos que jogava”, conta.

Terceiro lugar no truco, o futuro nutricionista Lúcio Zago diz que a modalidade é uma tradição de família. “Sempre joguei. E competir aqui nos JIUnBs foi muito divertido”, afirma. Pouco antes de receber a medalha, o participante da atlética Energética elogiou a organização do evento. “É preciso parabenizar principalmente o Cristiano [Hoppe Navarro], que conseguiu fazer quase tudo sozinho”, disse sobre o trabalho do técnico desportivo da Diretoria de Esporte, Arte e Cultura (DEA/DAC), líder na retomada dos JIUnBs.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cristiano considera que “havia uma necessidade latente de um evento como esse”. Além do desenvolvimento do esporte universitário, ele destaca o poder de “socialização” dos jogos. O técnico informa que não foi fácil promover os JIUnBs a “custo zero”, mas ainda assim observou avanços em relação a edições anteriores. “A redução dos W.O.s [não comparecimentos] pela metade são um termômetro de um envolvimento forte com o evento”, avalia.

Confira o depoimento completo de Cristiano Navarro sobre os JIUnBs 2016.

“Quanto mais fortes forem competições como essa, mais visibilidade e adesão o nosso esporte terá”, afirma o professor Alexandre Rezende, diretor de Esporte e Lazer da DEA. Ele ressalta que competições desse porte são antecedidas por etapas de mobilização e treinamento. “Nos JIUnBs, essa preparação tem ainda mais valor e potencial”, diz sobre as possibilidades de envolvimento da comunidade acadêmica em todo o andamento dos jogos.

Para Carlos Alberto Diniz, o Carlão, que trabalha com esporte na UnB há 20 anos, “a realização dos jogos é valiosa para o desporto e, principalmente, para a integração dos alunos”. A expectativa dele, que é coordenador na DEA, “é manter esse espírito para fazer um evento ainda melhor no ano que vem”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RESULTADOS E PERSPECTIVAS - Os JIUnBs têm premiações individuais e coletivas, destinadas a agremiações atléticas vinculadas a centros acadêmicos. As mais bem classificadas entre 12 atléticas foram a Tijolada, da Engenharia Civil, a Mutante, da Biotecnologia, e a Alucinada, da Faculdade de Ceilândia e da Gestão em Saúde Coletiva. A organização também decidiu premiar os árbitros, que trabalharam como voluntários.

Saiba mais sobre as atléticas e o regulamento dos JIUnBs 2016.

Atletismo, basquete, canoagem, caratê, futebol, futebol virtual, futmanobol, futsal, handebol, judô, natação, rugby, tênis de mesa, truco, vôlei e xadrez foram as modalidades disputadas nesta edição que carregou o selo de “pocket”, por ser uma competição mais enxuta. A expectativa é ampliar a gama em 2017 com a inclusão de esportes como tênis, vôlei de areia e jiu jitsu, além de competições paradesportivas.

“Podemos realizar Jogos Internos da UnB ainda melhores se tivermos orçamento para contratar árbitros e também bolsistas que possam auxiliar na organização geral e de cada modalidade”, afirma Cristiano Hoppe Navarro. “Na edição deste ano, ficou claro que há um público enorme que anseia por este evento”, conclui.

Confira os Pódios das Competições do JIUnBs, por esporte e categorias aqui.

 

PREMIAÇÃO – Madeira, tecido, inspiração e (muito) trabalho. Esses são os componentes das medalhas e troféus dos JIUnBs, confeccionados por servidores e estagiários da DEA e da Prefeitura dos Campi (PRC). “Lidar com madeira é muito bom. Quanto mais difícil o pedido, mais prazeroso é o serviço”, diz o chefe da marcenaria da Prefeitura, João Soares. Ele, que trabalha na UnB há 25 anos, também produz móveis, objetos decorativos e jogos lúdicos. “Comecei na carpintaria ainda menino, mas vim me aperfeiçoar aqui na universidade”, conta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Saiba mais sobre o trabalho de marcenaria da PRC.

As ferraduras que gravam a marca dos jogos nas medalhas foram produzidas pela equipe de serralheria da PRC, que conta com o trabalho de Ricardo e Silva e é coordenada por Eluziânio Macedo. A criação da marca, a gravação na madeira e o corte das fitas das medalhas mobilizaram a DEA. “Esse trabalho, assim como a própria realização dos jogos, é uma ousadia. É uma provocação para mostrar que não se pode simplesmente esperar as coisas acontecerem”, avalia a diretora de Arte e Cultura, Brenda Oliveira.

Para a edição 2017, a Diretoria prevê o lançamento de um edital interno para a criação e preparação dos prêmios. “É uma forma de envolver mais gente para construir as soluções que precisamos”, afirma Brenda, que também elogia o empenho e a participação de voluntários nos jogos. “Muita gente embarcou nessa aventura. Foi uma edição de resgate de um evento importantíssimo para a convivência universitária”, diz.